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Orange is the New Black - 1ª Temporada

 A série é simples,original da Netflix,Orange is the New Black trouxe uma nova proposta à TV: um forte elenco de protagonistas femininas.Resolvi assistir a série porque, além de ser um tema que me interessa muito (Presídio feminino,tenho vontade de fazer algum projeto com essas mulheres um dia....),Baseada no livro homônimo de Piper Kerman e adaptada para a TV por Jenji Kohan,o resultado? Surpreendente.

                           

  Piper Kerman (A loira dai de cima..A protagonista*) é uma mulher de classe média que vai pro presídio cumprir pena por associação ao tráfico de drogas, mas ela não é somente isso. Sua história não é estática, não se trata somente de uma "patricinha". A história mostra mulheres humanas. Mulheres que, ainda que criminosas, não são somente isso.


    Piper teve um relacionamento lésbico,somente dez anos depois que as consequências de seus atos  emergem. Ela foi denunciada pela ex-namorada, e teve que negociar com a justiça, sendo condenada a 15 meses de prisão. Ocorre que essa condenação aconteceu quando Piper estava reconstruindo sua vida, e ela vai ter que lidar com todos os dramas daí decorrentes: o fato de estar sendo presa, da sócia grávida, das incertezas sobre o futuro profissional do noivo, e o reencontro com a Alex, sua ex-namorada, no presídio. Mas, engana-se quem pensa que a série exagera no drama. Muito pelo contrário, eu ri muito,tem vários momentos que acho nojento tb. Há momentos que são simplesmente fantásticos, cheios humor, e muito bem construídos. A personagem Suzanne (ou, no popular, Crazy Eyes), tão bem interpretada por Uzo Aduba, tem alguns dos momentos mais engraçados da história.




  Mas não é apenas de através da Piper que a trama de Orange is the New Black se desenvolve. Temos figuras asquerosas, como o policial Mendez e a diretora do presídio, que fazem de tudo pra manter o poder e os lucros decorrentes de uma administração fraudulenta. É interessante notar com eles o jogo de poder. Dentre as detentas também existe uma espécie de hierarquia - como, por exemplo, a Red -, servindo como uma espécie de poder máximo para os diversos grupos de prisioneiras. Porém, nem mesmo as presas mais respeitadas conseguem evitar de serem humilhadas pelos guardas, que são controlados pela diretoria, o que cria um ciclo vicioso de poder. Outra coisa interessante é quando o enredo da série mostra como o Estado tenta transformar as mulheres, fazendo com que elas percam suas personalidades, como nas cenas em que o diretor ensina uma policial recém-contratada, dizendo que ela deve chamar as mulheres de detentas, e não pelo nome, porque isso as diminuiria, faria com que elas se sentissem comuns, um nada - o que, segundo ele, é o que elas realmente são.




  Outro fator interessante é a individualização das personagens. Inicialmente, os roteiristas nos apresentam o que as mulheres presas se tornaram, e, com o decorrer dos episódios, acompanhamos como eram suas vidas antes da prisão(Nesses momentos é tocante..) - como elas se tornaram o que são. Além de desenvolver de forma eficiente suas personagens, este método de flashbacks usado pelo enredo é excelente para acompanharmos a história de vida de cada uma delas, sem a necessidade da trama estar presa na protagonista o tempo inteiro. A diversidade enche os olhos, e certamente dá uma maior mobilidade à trama para se desenvolver da melhor maneira possível.Muitos pontos interessantes foram deixados como gancho para a próxima temporada.

Bem, acho que na série podemos constatar que os "criminosos" não tem apenas um lado mal, mas também um lado humano, igual a todos nós. Não só merece ser assistida como deve ser!Essa semana já começo assistir a segunda temporada!


Bjs lindonas! =)

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